quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"Chorinho" - E por aqui tem isso?

É, na terra do forró também há espaço para o “chorinho”. Aqui no Ceará o Chorinho tem espaço garantido. Para quem quer conhecer o gênero, pode ir para o famoso “Chorinho no mercado”,o ponto de encontro dos amantes do gênero. O evento acontece todas as sextas-feiras no Mercado dos Pinhões a partis das 20 horas. Para quem quer fugir do tradicional tem a opção de shows em lugares alternativos, como no SESC Emiliano Queiroz, Centro Cultural do Dragão do Mar e do BNB, na casa de show Kukukaya, Ideal Clube.


Para quem não sabe, esse gênero da música popular brasileira, foi criado no Rio de Janeiro há mais de 130 anos. Apesar de antigo, o ritmo do chorinho é bastante agitado e dançante. É com o som de flautas, cavaquinhos, violões, pandeiros e bandolim, que a música conquista o público e ganha mais adeptos. Os chorões, como são conhecidos os músicos do chorinho, fizeram história na música popular. Chiquinha Gonzada, Pixinguinha , Altamiro Carrilho, são alguns músicos que fizeram clássicos que até hoje são tocados.



O evento mais conhecido no Ceará é o “Mel, chorinho e cachaça”, um festival nacional de chorinho que acontece todos os anos em Viçosa do Ceará. Viçosa do Ceará - 360 quilômetros de Fortaleza. A cidade que ainda possui passeios inexplorados oferece trilhas, cachoeiras e barragens, rapel, pista de vôo-livre e ainda inclui as visitas as produções de mel, doces e cachaças. Tudo isso com um climinha de frio.






A banda jovem que teve início em 2009, Esquina Brasil, tem destaque no cenário musical em Fortaleza, apesar da pouca idade dos integrantes, a banda traz ousadia e qualidade musical. O grupo é composto por 5 integrantes que focam no repertório autoral e de clássicos de grandes compositores.



E pra quem pensa que um grupo de chorinho só pode ser composto por homens, se engana. O grupo Fulo de Araçá, composto por 6 mulheres, foi criado em 2008 em Fortaleza e o nome tem como inspiração uma canção de Dominguinhos e Guadalupe. O grupo apresenta diversas canções, unindo os clássicos com as mais atuais, partindo do choro, do samba e da bossa nova.








Por Ravelly Marques e Taís Mont'Alverne

Eles tornam mais belas / as belas coisas da vida*

Há tantos burros mandando
em homens de inteligência
que às vezes fico pensando
que a burrice é uma ciência

(Ruy Barbosa)


Pouca gente valoriza, mas as terras alencarinas são o palco de diversas formas de expressões artísticas. Não se pode falar em cultura popular no Ceará sem pensar em cordelistas, cantadores, bandas de pífanos e emboladores. Entretanto, muito dessa vasta produção é desconhecida do público, tanto pelo preconceito, quanto pela falta de incentivo dos governos.

O trovadorismo é um desses “movimentos” que, por aqui, não é muito conhecido, mas que revela grandes talentos. A trova é um poema que contém apenas uma estrofe, com quatro versos heptassílabos (redondilha maior), rimando pelo menos o segundo e o quarto, sem título, que se completa em seus quatro versos e procura trazer uma mensagem. As trovas podem ser de diversos tipos – normais, temáticas, líricas, filosóficas e até mesmo humorísticas.

Que Deus tenha piedade
do poeta sonhador!
Que se cobre de vaidade
para esconder a sua dor

(Hortêncio Pessoa)

Em Fortaleza, existe uma seção da União Brasileira de Trovadores – UBT. As reuniões, abertas ao público, são realizadas no 1º sábado de cada mês, na Academia Cearense de Letras. Ela foi criada em 11 de novembro de 1969 e teve cerca de 30 fundadores. Atualmente, a seção fortalezense é presidida pelo jornalista Vicente Alencar e conta com 43 membros, do quais aproximadamente 25 frequentam todas as reuniões.

Existe, ainda, a seção de Maranguape - município a 30 km de Fortaleza - e a delegacia de Aracoiaba, a 73 km da capital cearense. Segundo Vicente, a “delegacia” é formada por um grupo de trovadores que não é suficientemente grande para ser considerado União.

Solenidade de instalação da Delegacia da UBT de Aracoiaba, em  2007


Trovadores presentes à fundação do Conselho Estadual da UBT do Ceará 


Não confunda trova com repente

Por ser pouco conhecida e apresentar um ritmo “cantado”, a trova, muitas vezes, é confundida com o repente. Os repentistas, geralmente nordestinos, improvisam seus versos, muitas vezes ao da viola de dez ou sete cordas, individualmente ou em duplas.

Assim como os trovadores, os repentistas cearenses também possuem uma associação: a Associação dos Cantadores do Nordeste – ACN, fundada em 21 de setembro de 1951 pelo poeta piauiense Domingos Martins da Fonseca. Hoje, é presidida por Lúcia Mateus.

Quem vê uma apresentação até pensa que é complicado, mas não é preciso nenhum tipo de formação para ser trovador ou repentista. “O trovador é basicamente uma pessoa que tem sentimento, que é poeta, que gosta da vida. Muita gente é poeta sem saber. É só gostar de poesia, gostar de ler, da natureza, da música...” explica Vicente.

O repentista Tião Simpatia
O repentista Tião Simpatia, integrante do grupo Batuta Nordestina, também entrega a receita: “É necessário que tenha dom e muita dedicação. O repentista é formado na ‘Faculdade da Vida’. Carrega consigo todo um conjunto de tradições e coisas cotidianas oriundas do povo nordestino. É um sujeito de raciocínio muito rápido.”

Outro fato que chama atenção é que, geralmente, pensa-se que há mais homens do que mulheres nesse meio artístico. Entretanto, elas já vêm conquistando muito espaço. “Eu diria que é ‘50/50’. Tem muitas mulheres, ainda bem”, afirma Vicente. “Temos, atualmente, mulheres repentistas de grande renome, como Mocinha da Passira e Minervina Ferreira”, acrescenta Tião.

Para fazer com que essas manifestações culturais se aproximem cada vez mais do público, a UBT tem realizado apresentações não só na Academia Cearense de Letras, mas também no interior. Os recitais de trova são realizados, geralmente, no salão nobre da cidade ou nos colégios. Vicente conta que a reação do público é sempre muito gratificante. “Vai muita gente que nunca ouviu falar [em trovadorismo]. Todo mundo é romântico, mas muita gente tem vergonha de dizer que é. Com uma poesia bonita, você conquista qualquer mulher”, brinca. “Fica aquele gostinho de ‘quero mais’... E eles sempre pedem pra voltar, porque se identificam. O povo gosta do que é bom”, resume.

A UBT fez, por exemplo, um festival “relâmpago” de trovas em Pentecoste, com participação de trovadores do próprio município. Segundo Vicente, uma das reuniões será realizada em Aracoiaba ainda neste ano. “É pra incentivar, já que muita gente não pode vir para a capital”, afirma. Outra iniciativa que obteve sucesso foi a realização do Concurso de Trovas do Maciço de Baturité, com grande participação de jovens de 12 a 18 anos.

Já Tião tem se apresentado mais em teatros, universidades, congressos e eventos em geral, mas afirma que também teve experiências muito boas. “As pessoas não podem gostar do que não conhecem. Tenho me apresentado em escolas e universidades e posso afirmar que os jovens, especialmente, ficam deslumbrados quando têm contato pela primeira vez com o repente e o cordel”.




Além dessas apresentações, também são realizados festivais em diversas cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, nos quais os repentistas participam de várias eliminatórias, até chegar às duplas campeãs. Os concorrentes recebem troféus e cachês de acordo com sua classificação.

A falta de incentivo continua sendo o maior empecilho para a aproximação desses artistas com o público. Embora a partilha dos recursos destinados à cultura esteja mais democratizado, ainda há muito o que mudar. “O Sul e o Sudeste ainda ficam com a grande fatia do bolo”, afirma Tião. “Geralmente o gestor cultural aprova um projeto num edital Mecenas, por exemplo, mas tem muita dificuldade de captar o recurso junto às empresas.”

Apesar de todas as dificuldades, a trova e o repente sobrevivem desde a era medieval e continuam conquistando o público. Afinal, como diz a trova de A. A. de Assis (Maringá – PR):

Olhe os poetas e as aves...
Veja que, embora não plantem,
Deus lhes retira os entraves
e apenas pede-lhes: Cantem!



SERVIÇO
União Brasileira de Trovadores – UBT – Seção de Fortaleza
Reuniões no 1º sábado de cada mês, abertas ao público.
Horário: 10 às 12h
Endereço: Academia Cearense de Letras - Rua Rosário, 1, Centro
Tel.: (85) 3226-0326

Associação dos Cantadores do Nordeste – ACN
Endereço: Rua Coelho da Fonseca, nº 195, Carlito Pamplona – Fortaleza
Telefone: (85) 3236-2878


*O título desta reportagem foi inspirado na trova de Carolina Ramos, de Santos - SP:

Com poemas, sons ou telas
e inspiração desmedida,
o artista torna mais belas
as belas coisas da vida!




Indira Arruda e Luciana Bezerra

Praticada em academias, a capoeira hoje também é esporte de elite







Criada no começo do século XVI, por escravos, na época em que o Brasil ainda era colônia de Portugal, a capoeira sempre foi considerada uma arte marginal. Mas, hoje, essa idéia mudou drasticamente, em todo o país. Agora, a arte-luta é praticada nas melhores academias, localizadas nos principais Bairros de Fortaleza, por pessoas de classe média alta.

Alexsandro Nascimento, professor de capoeira há seis anos, trabalha com o esporte em dois projetos, o ABC da Serrinha e do Mondubim, e no shopping Maraponga Mart Moda defendeu que “a capoeira não é mais voltada apenas para as classes baixas. Houve uma evolução enorme e hoje, com um pouco mais de poder aquisitivo dentro da capoeira, fica melhor de ensinar”.

Para o professor o crescimento da luta também há uma explicação. “A mídia influenciou muito. Há alguns anos, a novela Malhação trouxe como um dos temas a capoeira. E isso acabou alavancando e profissionalizou o esporte. Hoje temos professores e vários cursos para a habilitação necessária para lecionar”.

Dando aulas para pessoas de todas as classes, o mestre diz que a diferença inexiste. “Dou aulas em favelas e em um shopping (Maraponga Mart Moda) e o público acaba aprendendo bem, sem distinção de classes. E isso só enobrece o nosso trabalho”.



O estudante de jornalismo e praticante de capoeira há nove anos, Jefferson Passos, acredita que essas mudanças na classe que pratica o esporte se deve ao fato de que a capoeira está sendo praticada dentro das academias. “Dessa forma fica mais caro participar de uma roda de capoeira e com isso o público também é diferente”.

Para o estudante essa arte-luta praticada nas academias faz com que a essência do esporte seja perdida. “Capoeira nasceu nas classes baixas, na periferia, por isso eu acho que para chegar até as outras classes é preciso que seja praticada em todos os cantos e não apenas em um”, acrescentou.

Passos acredita que as academias estão descaracterizando a capoeira, pois a arte-luta também é uma forma de cultura expressada pelo povo. “Para mim o correto seria a criação de escolas de capoeira, como é feito na Bahia”.

Além disso, ele destacou que a maioria da capoeira de rua que se encontra em Fortaleza é praticada no calçadão da Avenida Beira Mar, local conhecido pelo grande número de turistas e também por ser um local de lazer de muitos cearenses. “Esse é um dos locais com os melhores capoeiristas do Ceará. O intuito é chamar a atenção dos turistas, isso contribui bastante para o crescimento do turismo”.

Histórico

A passagem dos campos de mata aberta para as salas das academias não foi a única modificação sofrida pela arte. Além de lugar fixo para o treinamento, foram implantados também horários para tal. Foi padronizado um uniforme que consiste em calça branca, representando as calças de saco que os negros usavam para a lida, e um cordel que deve ser amarrada no lado direito cintura da calça.

Nos tempos modernos, os capoeiristas são graduados de acordo com os seus conhecimentos e com o tempo de prática na capoeira. Cada graduação é representada por uma cor no cordel, que é amarrado na calça do capoeirista do lado direito.

Em cada grupo designa um conjunto de cores que irá representar as graduações. As pessoas entram para as aulas de capoeira, em seguida, começam um treinamento. Nesse período inicial eles são chamados de "pagãos", ou seja, eles não foram ainda batizados.

O batizado de capoeira representa o momento em que os indivíduos recebem a sua primeira graduação pelo grupo. Nesse dia eles deixam de ser pagãos, pois durante esse evento é costume entre os grupos dar um apelido ao capoeirista. O apelido é uma tradição desde os tempos que a capoeira era considerada uma arte marginal e os capoeiristas eram obrigados a usar codinomes para não serem identificados, mediante isto, serem presos pela polícia.

Roda de Capoeira realizada no calçadão da Avenida Beira Mar, em Fortaleza:



Repórteres: Thiago Rocha e João Romero

Música e noite: uma relação que deu certo



Marcos Maia, violonista, experiente na área e Glauber Lívio, cantor em início de carreira, não se conhecem, mas estão unidos em nome da cultura
A música faz parte do universo da cultura popular. Em Fortaleza, não só ela é responsável por contagiar diversos públicos, mas a noite é a principal ferramenta cultural da cidade. Repleta de sons, emoção e magia, a noite também é capaz de alimentar profissões. Marcos Maia, violonista, 49 anos, toca nas noites da capital há 25. Da década de 80 para os dias atuais, a noite se transformou. “O surgimento de novos gêneros, estilos musicais e casas noturnas. Há uma eterna rotatividade quanto a esses aspectos.”
Durante esse período, o músico enfrentou várias dificuldades. “Foi difícil conseguir instrumentos musicais de qualidade por conta das altas taxas de importação. Os instrumentos nacionais não têm rigor no controle de qualidade. A falta de um sindicato dos músicos atuante para fiscalizar e assegurar a relação entre contratante e contratado e ainda, a falta dos direitos e garantias do profissional da música.” Desabafos à parte, também há muitas vantagens em trabalhar na noite. “Prática de repertório, divulgação do trabalho, formação de platéia e possibilidade de outros contratos de trabalho”, afirma o músico.
Para Marcos Maia, Fortaleza além de ser ponto turístico, também é incentivadora da cultura. “Há muitos editais de cultura, festivais, estúdios de ensaios, gravações e equipamentos de cultura como CDMAC (Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura) e o Centro Cultural Banco do Nordeste”. A música, considerada uma produção artística, contribui para a formação cultural do ser humano. “Quando trabalhamos com arte, no caso, estamos contribuindo para o desenvolvimento da cultura da sociedade em que vivemos. Eu trabalho com formação humana tanto no aspecto do processo de ensino/aprendizagem quanto no entretenimento visando à formação de platéia”.
E finaliza: “A música é uma grande amiga e o violão, um grande amigo. Os dois sempre estão comigo e me levam para lugares inimagináveis. Não existe solidão no planeta música. O sustento da minha vida vem da música, e ela nos atinge física e psicologicamente.”
Outro exemplo de profissional da música, com experiência de apenas quatro anos, o cantor Glauber Lívio, de 27 anos, também participa de apresentações nas noites de Fortaleza. Na adolescência,  teve a oportunidade de se dedicar à música aos 16 anos, quando lesionado em um jogo de vôlei. Investiu em seus estudos e hoje recebe convites para se apresentar em bares, restaurantes e aniversários.
O jovem cantor não consegue sobreviver somente da música. De dia trabalha como operador de áudio em uma emissora de televisão e quando surgem convites para cantar, ele faz o possível para aceitar. Conquistar o seu espaço não foi nada fácil, lembra Glauber: “tive que aceitar logo no começo cachê ridículos, mas como eu queria expressar na minha voz os meus sentimentos, eu sempre aceitava. Graças a Deus hoje o cachê já melhorou, mas foi difícil conquistá-lo. Ainda é difícil manter o seu espaço entre várias pessoas que se dizem cantoras”, desabafa.
A escolha por cantar MPB, não surgiu desde o começo de sua carreira. No início, cantava outros estilos musicais, mas hoje ele afirma que este tipo de música é o seu forte mesmo com o preconceito de algumas pessoas. “Hoje tem muita gente que tem preconceito sabe, porque eu sou contrautino e canto MPB. As pessoas olham meio torto por eu interpretar músicas femininas, mas depois que conhecem meu trabalho mudam um pouco essa opinião.”
Apesar das dificuldades, o cantor esclarece que a música influencia bastante a vida das pessoas, principalmente a música popular brasileira que de forma coerente consegue contagiar o público em uma linguagem simples o que se quer expressar. Mas em meio aos elogios quanto à MPB, Glauber fica triste ao lembrar que atualmente a maioria das pessoas estão “americanizando” suas músicas, ou seja, conseguem repertórios de outros países e só fazem traduzir.
 A entrevista se encerra com Glauber Lívio declarando seu amor pela música. “Acho que música já faz parte de mim, a música na minha vida é forma de expressão. É a alma com desejo de liberar suas emoções”, suspira.


SERVIÇO: Marcos Maia toca todas as sextas-feiras à noite no Restaurante Regina Diógenes e também é professor de Música da Universidade Estadual do Ceará. Glauber Lívio canta semanalmente no restaurante Shopping Pizza e aceita convites para qualquer tipo de apresentação.

A história dos intrumentos musicais Regionais no Rock


O rock e um estilo de musica que já acumula 60 anos de vida, passando por varias fases e sendo um dos estilos mais populares da história da música. Essa grande popularidade se deve a grande divisão de subgêneros. Uma pratica comum no rock e a incorporação de outros estilos a sua sonoridade, como por exemplo, o manguebeat que fazia uma mistura de ritmos regionais como o Maracatu com o rock.


Os instrumentos musicais regionais são uma pratica comum no rock como explica o jornalista Pedro Emmanuel “o caso mais emblemático da utilização de instrumentos regionais no rock e o folk rock, o Folk e a musica folclórica americana como se fosse o nosso baião e ele utiliza instrumentos como a viola e rabeca, no seu som, o Folk rock surgiu nos anos 60 com o cantor Bob Dylan inserindo a guitarra no som tradicional do folk.”

No Brasil essa mistura se intensificou com o Manguebeat movimento musical que surgiu na década de 90 em Recife que tem como ícone do movimento Chico Science ex-vocalista do Nação Zumbi, outra figura importante e Fred 04 vocalista da banda Mundo Livre S/A e o autor do primeiro manifesto do Mangue em 1992 “o Manguebeat e um movimento que mudou um pouco o modo de pensar de muitos rockeiros em relação a instrumentos tipicamente regionais como sanfona, zabumba, entre outros, viram que esses instrumentos musicais poderiam soar interessante no rock.” Afirmou Pedro Emmanuel.







O instrumental dessas bandas que assumem ao seu som elementos e instrumentos regionais muda um pouco o som em relação ao rock tradicional como fala Talles Lucena guitarrista da banda Full Timers Rockers “a base do som e o mesmo, mas o acréscimo dos elementos regionais muda algumas escalas com mi (re) são mais altos do que o normal enquanto dó e mais baixo, a guitarra se une mais ao estilo regional”.

Atualmente temos varias bandas de rock no mundo que utilizam instrumentos típicos do nordeste Brasileiro, bandas como Turisas e korpiklaani da Finlândia, The Waterboys da Inglaterra, Gogol Bordello da Rússia entre outras, o que mostra que cada vez mais a música esta globalizada e não e nada anormal vermos, por exemplo, uma banda Brasileira tocando música Celta.

O melhor do artesanato fortalezense em exposição


Com a finalidade de incentivar e reconhecer o talento dos artesãos da cidade de Fortaleza, a Prefeitura Municipal, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), promove o VI Salão Municipal do Artesanato de Fortaleza. A abertura da exposição aconteceu na noite da última terça-feira (04/10) no 3º piso do shopping Benfica e segue até 04 de novembro.

O evento, que homenageia a escritora Rachel de Queiroz (1910 – 2003), contou com a participação de 49 artesãos e com uma produção de 71 peças confeccionadas com diversos materiais como mosaico, crochê, madeira, couro, bronze, dentre outros.


Premiação

Na ocasião, os melhores trabalhos foram julgados e premiados por especialistas na área, como a professora Lourdes Marcena, presidente da Comissão Nacional de Folclore, pela curadora do Sobrado Dr. José Lourenço, Dodora Guimarães, pela diretora do Departamento Cultural da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Tereza Tavares e outros.


Os critérios utilizados pela curadoria, que ficou a cargo do Centro de Artesanato do Ceará (Ceart), foram inovação, equilíbrio, estética, vínculo com a cultura local, acabamento, adequação ao uso e compromisso social, como ilustra a gerente da célula de artesanato da SDE, Vânia Pinheiro.


Os artesãos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares, receberam prêmios de R$ 3.500,00, R$ 2.500,00 e R$ 2.000,00, respectivamente. Na edição deste ano, também houve premiação para os quarto e quinto lugares, no valor de R$ 1.000,00, para cada.

Emoção e surpresa

Para a primeira colocada, Maria das Graças da Cruz, foi muito gratificante o reconhecimento, principalmente por ser sua estréia no evento: “É a primeira vez que concorro. Quando soube do tema, li dois livros da escritora e optei por fazer uma cortina com As Três Marias (obra de 1939). Usei cinco novelos da linha Cléa, utilizei o ponto alto do crochê e tudo me custou 3 semanas de trabalho”.



Para Angelice Santos, titular do 2º lugar, a colocação foi uma surpresa. Ela trabalha com confecção de roupas há 12 anos e foi a primeira vez que participou do Salão, assim como foi a primeira vez que experimentou fazer um colar com os materiais que lhe são familiares: “Usei linha de crochê, retalhos e cordão de punho de rede. E levei cerca de 10 dias para terminar, pois dei intervalos na produção, de ilustrar os retirantes da obra O quinze (1930)". O nome da peça é A esperança de sobreviver.




Vale ressaltar que a mostra, junto com a SDE e o Instituto Frei Tito de Alencar, contou com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e que a Célula de Artesanato da SDE promoverá oficinas artesanais de material reciclado. As inscrições para a oficina estão abertas na própria célula (Av. Aguanambi, 1770 – Bairro de Fátima) e o número de vagas é limitado. Confira!

Serviço:

Exposição

Período: até 04 de novembro

Horário: 10h às 22h

Local: 3º piso do Shopping Benfica


Oficina de Reciclagem

Data: 17 a 21 de outubro / de 24 a 28 de outubro (duas turmas)

Horário: 14h às 17h

Local: Shopping Benfica - Av.
Carapinima, 2200 - Benfica, Fortaleza - CE, 60015-290


Mais informações: 3433.8841 / 3452.5704 e em www.fortaleza.ce.gov.br/sde


Ivana Moreira e Lucas Moura

Uma cozinha de mãe pra filha

O Ceará tem danças, roupas, costumes, lendas, festas e músicas específicas de sua região, mas nada mais gostoso do que falar das suas comidas típicas, que também tiveram um papel indispensável para a manifestação cultural.
Engana-se quem pensa que toda essa culinária ficou no passado, muitos chefes se responsabilizaram em manter firme nossas comidas típicas. É exatamente o que está fazendo Glícia Maria Alves Vieira, proprietária do restaurante e tapiocaria Maria Chica, que busca sempre se aproximar cada vez mais do regionalismo. O restaurante tem o som da música ambiente de Luíz Gonzaga, todos os funcionários usam trajes típicos e ainda temos a oportunidade de conhecer vários objetos antigos, que pertenceram à família de Glícia, da Paraíba. Ela relata como foi o início de seu negócio: “Sempre gostei de cozinhar, eu amo minha profissão, eu cozinho aqui. Sou paraibana, passei sete anos trabalhando em outro restaurante, até que decidi fazer o meu, passei quatro anos trabalhando pra isso e fazendo tudo aos poucos. Hoje já temos quatro anos e contamos com 98 pratos”.

Glicia Maria

O nome do restaurante surgiu também com a história da sua família. Suas duas avós e sua filha se chamam Maria e sua mãe é Francisca, Chica, então ficou Maria Chica. Segundo ela, os pratos mais pedidos são: bacalhau de dona Chica, buchada, sarapatel, delícia e panqueca de carne de sol, arroz de carneiro, Chico doido (mugunzá, nata e feijão verde), arroz da terra (integral) e, principalmente, a panelada que conta com 30 kg por semana.




"Aqui a gente encontra poucos restaurantes que são apenas típicos. Eu sou de Cajazeira, na Paraíba, e toda semana venho aqui umas duas, três vezes pra comer panelada, carneiro assado, mão de vaca, tripa assada e buchada”, é o que diz um cliente do restaurante, César Amorim. Mas não só as pessoas do interior apreciam as comidas regionais, um grupo de jovens que cursam veterinária na Uece, afirma que vai duas vezes por mês lá. Evilázio Nogueira acrescenta mais pratos na lista de preferidos: sarapatel, frango a cabidela, sarrabulho, paçoca. Jonas Rocha, não tem dúvidas em o que pedir, e já fala com água na boca, “sarrabulho, baião de dois e farofa com torresmo”.




A cachaça, é claro, não pode ficar de fora e é aprovada por Fernanda Carneiro, “A cachaça daqui é uma delícia. É melhor do que as de garrafa, tem um gosto inexplicável, maravilhoso”











Tradição regionalista
Quando pequena, Vilmar Borges admirava sua mãe cozinhando e, jovem ainda, decidiu vender marmitas que, com o seu tempero, começou a ficar popular. Sua filha, Ana Maria Borges Campos, incentivou a mãe a abrir um restaurante, nascendo assim o Colher de Pau, e Ana passou a dividir a paixão pela culinária com a mãe.

Ana Campos e familia
Hoje, o restaurante funciona há 19 anos e é bem reconhecido, ganhou o prêmio de melhor baião de dois com carne de sol pelas revistas Veja, Época e Guia de quatro rodas, já tem uma franquia em SP e participa em dois livros: Coleção chefes brasileiros e Colher de pau e a cozinha de dona Vilmar e Ana Campos. Segundo Janete Maciel, gerente geral do restaurante, o publico é bem diversificado: “Na semana os cliente são mais turistas, domingo a clientela é bem família, sexta é mais casal, já sábado, com o samba de mesa que acontece das 2h da tarde até 10h da noite, sempre acontece uma paquera. E não é só samba, todo dia o restaurante tem uma atração musical, como Pop Rock, MPB e Sertanejo Universitário”.
A comunicação integrada é bem utilizada pelo restaurante, as novas mídias, como Orkut, Facebook e até o Youtube, falam sempre das novidades e acontecimentos do Colher de Pau. É, não tem mais como fugir da regionalidade do Ceará e seus famosos pratos típicos. Confira os mais comentados restaurantes de comidas regionais: